Perfil Epidemiológico da Incidência de Câncer no Brasil e Regiões: Estimativas para o Triênio 2026-2028
Luís Felipe Leite Martins, Gabriela Villaça Chaves, Júlio Fernando Pinto Oliveira, Leonardo Borges Lopes de Souza, Paulo Chagas Neto, Flávia Nascimento de Carvalho, Gisele Moledo de Vasconcelos, Maria Beatriz Kneipp Dias, Márcia Sarpa de Campos Mello
Abstract
Introdução: O câncer é um dos principais problemas sociais e econômicos do século XXI, com repercussões para indivíduos, famílias, comunidades e sistemas de saúde. As estimativas do número de casos novos de câncer são indispensáveis para subsidiar a formulação de políticas públicas em saúde e orientar a adequada alocação de recursos destinados à prevenção, ao diagnóstico oportuno e ao tratamento. Objetivo: Estimar e descrever a incidência de câncer no país, Regiões geográficas e Unidades da Federação, por sexo, para o triênio 2026-2028. Método: As informações foram extraídas do Sistema de Informação sobre Mortalidade e dos Registros de Câncer de Base Populacional. Foram estimados os casos novos e suas respectivas taxas de incidência pelos modelos de predição tempo linear ou pela razão de incidência e mortalidade. Resultados: São esperados 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio. Excetuando o câncer de pele não melanoma, ocorrerão 518 mil casos novos. Os cânceres de mama feminina e próstata se destacam como os mais frequentes, respondendo, cada um, por aproximadamente 15,0% das novas ocorrências. Em seguida, figuram os cânceres de cólon e reto (10,4%), traqueia, brônquio e pulmão (6,8%), estômago (4,4%) e colo do útero (3,7%). Conclusão: As estimativas de incidência de câncer confirmam a alta carga da doença no Brasil e as desigualdades regionais, com transição entre tumores relacionados ao envelhecimento e à vulnerabilidade social. Destacam-se o aumento de tumores de cólon e reto e a retomada do crescimento do pulmão, reforçando a necessidade de prevenção, rastreamento e fortalecimento dos registros.