Doenças do aparelho circulatório no Brasil de acordo com dados do Datasus: um estudo no período de 2013 a 2018
Stephanie Guardabassio de Oliveira, Jozyane Ribeiro Fuginami Gotto, Amanda Oliva Spaziani, Raissa Silva Frota, Márcio Augusto Garcia Souza, Cleber José Freitas, Giovana Tomaelo Bunder Pelissari, Otávio Leão Silveira, Maria Fernanda Aguilar de Azevedo, Dieison Pedro Tomaz Silva, Luis Carlos Spaziani
Abstract
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças do aparelho circulatório representam cerca de 15,2 milhões de óbitos em todo o mundo, mostrando que as doenças isquêmicas do coração e acidente vascular encefálico são as causas com maiores incidências. As doenças cardiovasculares são causadoras de 29,4% dos óbitos identificados no Brasil em um ano, mais de 308 mil indivíduos morrem por ano, sobretudo de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O constante problema insere o Brasil entre os 10 países com maior taxa de óbitos cardiovasculares. Objetivou-se descrever a situação da doença do aparelho circulatório no Brasil no período de 2013 a 2018. Foi realizado levantamento de estudos descritivos dos casos confirmados da doença cardiovascular registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), datando de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2018 com taxas de mortalidade por sexo, raça/cor, internações no SUS e faixas etárias, segundo as regiões do Brasil com base nos registros do Sinan e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há uma elevação nos custos diretos relacionados ao manejo das DAC no Brasil, com alto impacto no orçamento dos órgãos que são financiadores da saúde, especialmente com os gastos em medicamentos, internações e na atenção terciária ou quaternária, que são de alta complexidade. Os Determinantes Sociais de Saúde (DSS) são caracterizados pelas condições de vida e trabalho da população, contribuindo para as desigualdades de saúde, resultando em morbimortalidade.