Limitações no pós-infarto agudo do miocárdio e repercussões na qualidade de vida do paciente
Amanda Costa De Marchi Nammur, Tiago Bruno Carneiro de Farias, Ricardo Luiz de Medeiros Lima, Milena Nunes Alves de Sousa
Abstract
As doenças cardiovasculares são consideradas a principal causa de óbito nos países desenvolvidos e são responsáveis por deixar limitações em pacientes sobreviventes a ela, o que repercute de forma considerável na qualidade de vida (QV), no prognóstico e na saúde deles. Desse modo, objetiva-se analisar as limitações provocadas pelo Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e as repercussões na QV desses pacientes. Para isso, desenvolveu-se esta revisão sistemática, que reuniu evidências disponíveis em plataformas de busca como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Publisher (PubMed) e a Semantic Scholar. Foram usados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “myocardial infarction”, “quality of life” e “limitation of activity, chronic” combinados com operador booleano “AND” para a busca, além do filtro para compreender resultados dos últimos 10 anos (2011-2021). Por fim, realizou-se longa triagem para incluir achados mais pertinentes que respondessem à pergunta PICO, resultando em 26 publicações. Dentre os achados principais dos artigos, destacam-se alterações principalmente nas dimensões de atividades habituais, funções físicas, mobilidade, dor e ansiedade/depressão, sendo reflexos da presença de limitações como a fadiga, angina, dispneia, sintomas de transtornos de estresse pós-traumático, disfunção erétil, limitações laboratoriais e financeiras. Os pacientes pós-IAM com mais limitações, apresentaram menor QV, podendo ser visto como um fator preditivo para aumento das chances de recidiva e da mortalidade. É importante que profissionais da saúde tenham conhecimento e atuem nesse ciclo patológico com intervenções individualizadas, visando a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.