A SAÚDE COLETIVA COMO ESPAÇO DE DIÁLOGO: INTERCÂMBIO DE SABERES ENTRE PROFISSIONAIS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO
Flávio Marcos Gomes Araújo, Mateus Henrique Dias Guimarães, Rozineide Iraci Pereira da Silva, Diógenes José Gusmão Coutinho, Luciana Amaral de Mescana Costa, Nilton Soares Formiga
Abstract
Este estudo aborda a importância da troca de saberes entre profissionais de saúde e educação na promoção de uma formação crítica e colaborativa na Saúde Coletiva. Reconhece-se que as práticas tradicionais de ensino, centradas na transmissão vertical de informações, são insuficientes para enfrentar a complexidade da realidade da saúde, que demanda abordagens dialógicas e interdisciplinares. O objetivo foi revisar as evidências científicas disponíveis sobre o uso de estratégias dialógicas, como os Círculos de Cultura, na Educação Permanente em Saúde (EPS) e na formação de profissionais capazes de atuar de forma integral, humanizada e contextualizada. A metodologia consistiu em uma Revisão Integrativa da Literatura, conduzida conforme as recomendações do PRISMA, buscando artigos publicados entre 2005 e 2025 em português, inglês e espanhol, com foco nas estratégias de educação em saúde que promovem a troca de saberes e práticas interdisciplinares. Os resultados evidenciam que dispositivos educativos dialógicos, especialmente os Círculos de Cultura, são eficazes ao promover reflexão crítica, empoderamento e o fortalecimento da prática colaborativa. Conclui-se que essas estratégias têm potencial significativo para fortalecer a EPS, contribuindo para a formação de profissionais mais críticos e comprometidos com princípios da saúde coletiva, sobretudo ao promover a interprofissionalidade e a intervenção contextualizada. Assim, a implementação de dispositivos dialógicos é fundamental para uma formação mais humanizada e adequada às demandas sociais atuais.