Perfil epidemiológico do câncer do colo do útero no Estado do Maranhão, Brasil
José Lima Pereira Filho, Thúlio Furtado Theodoro, Emanuele Fernanda Lima Ribeiro, Pedro Henrique Pereira Lopes, Evelyn Cunha Ferreira, Cindy Lima Pereira, Antônia Solange Lobo de Oliveira, Marcus Vinicius Chagas Amorim, George Luiz Ribeiro de Araujo, Breno Facundes Bonfim, Juliana Cristina do Nascimento Machado, Ana Zélia Silva, Iracelle Carvalho Abreu, Ahirlan Silva de Castro, Selma do Nascimento Silva
Abstract
Objetivo: avaliar o perfil epidemiológico dos exames citopatológicos do colo do útero, cadastrados no SISCAN, realizados no ano de 2016 a 2022, no Estado do Maranhão, Brasil. Método: estudo epidemiológico de natureza descritiva e com abordagem quantitativa e retrospectiva. Foram analisadas as seguintes variáveis: ano resultado, faixa etária, citologia anterior, motivo do exame, adequabilidade da amostra e alterações celulares do exame. Os dados foram categorizados e tabulados utilizando o software Microsoft Office Excel 2016, sendo dispostos em figuras e tabelas. Resultados: 1.120.465 exames foram registrados, sendo o maior quantitativo pertencente a faixa etária de 30 a 34 anos. O rastreamento foi a principal motivação para realização do exame. Quanto a adequabilidade, observou-se uma maior frequência de esfregaços classificados como satisfatórios. A inflamação foi o principal achado dentre as alterações celulares benignas. As atipias de significado indeterminado possivelmente não neoplásicas (ASC-US) e as lesões intraepiteliais de baixo grau (LSIL) representam o maior percentual encontrado nas anormalidades de células escamosas. Adenocarcinoma invasor correspondeu ao principal achado de anormalidades em células glandulares. Considerações Finais: por meio deste estudo, espera-se que haja implementação de ações de educação em saúde e abordagens preventivas cada vez mais eficientes que auxiliem na redução do número de casos positivos para o Câncer do Colo do Útero (CCU), uma vez que a falta de informação adequada sobre o CCU é um fator que dificulta a periodicidade na realização dos exames.