Educação em saúde sobre ressuscitação cardiopulmonar: uma proposição necessária
Denize Ferreira Ribeiro, Jéssica Gabriele Burity Costa, Ana María Silva, Flávia Ferreira Lirbório, Andresa Matias Santos
Abstract
Introdução: A transição epidemiológica no Brasil trouxe mudanças como o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, entre elas podemos citar as doenças cardiovasculares, que quando não tratadas podem resultar em eventos súbitos como a parada cardiorrespiratória. No ambiente extra hospitalar, geralmente o primeiro contato de uma pessoa vítima de parada cardiopulmonar é com leigos. Essas pessoas quando capacitadas podem intervir frente as situações de emergência, e o socorro prestado por elas pode influenciar na sobrevida dos pacientes. Para isso é necessário adquirir conhecimento através de capacitações sobre suporte básico de vida e uso do desfibrilador externo automático. A assistência dever ser realizada de forma rápida e contínua até a chegada de profissionais capacitados. Objetivos: Analisar quais as estratégias desenvolvidas e aplicadas com leigos para melhoria de seus conhecimentos sobre a reanimação cardiopulmonar. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados: Lilacs, Medline, BVS e Scielo, utilizando os descritores: Educação em saúde, conhecimento e reanimação cardiopulmonar, cruzados com o uso do operador booleano AND. Resultado: As pesquisas realizadas envolveram diferentes públicos incluindo estudantes do ensino médio e fundamental, graduandos de universidades e funcionários de empresas públicas e privadas. Esses estudos avaliaram o conhecimento sobre o suporte básico de vida e as intervenções frente a uma parada cardiopulmonar. Alguns deles analisaram de forma comparativa pré e pós intervenção de curso teórico e prático sobre parada cardiopulmonar e Reanimação cardiopulmonar. Os estudos mostram a importância de promover educação em saúde no ambiente escolar, visto que é um local estratégico para discutir e promover saúde, abordando a temática desde o ensino fundamental. A literatura evidencia que um leigo ao realizar apenas compressões torácicas, aumenta significativamente as chances de sobrevivência da vítima e por isso é fundamental o investimento em capacitações para esse público. Conclusão: Cresce o número de projetos que visam capacitar leigos no suporte básico de vida e no conhecimento sobre PCR e RCP, apesar disso, nota-se que ainda existe timidez na abordagem da temática. Portanto, são necessários maiores investimentos em capacitações com públicos diversos, que não apenas os da saúde, visando a oferta de maiores chances de sobrevida a uma vítima de parada.