Drogas e gravidez: efeitos na morfologia fetal
Fernanda Sardinha de Abreu Tacon, Marcos Rassi Fernandes, Carolina Leão de Moraes, Natália Cruz e Melo, Marcos Rassi Fernandes Filho, Waldemar Naves do Amaral
Abstract
Objetivo: Determinar se o uso de drogas lícitas, ilícitas, uso de antibióticos, plantas medicinais e medicamentos de ação no sistema nervoso central são fatores de risco para alterações estruturais fetais. Métodos: Estudo do tipo caso-controle, realizado entre julho de 2017 e outubro de 2018, em um hospital público de medicina fetal. A população caso foi composta por 202 gestantes de fetos com malformações estruturais e a população controle por 80 gestantes. Aplicou-se um questionário antes da avaliação ultrassonográfica, com a finalidade de analisar os dados clínicos e epidemiológicos. Resultados: A ingestão de amoxicilina (OR: 0,35), espiramicina (OR: 0,05), passiflora (OR: 0,09) e sertralina (OR: 0,18) apresentaram associação negativa, com indicativo de proteção para malformações estruturais fetais. Houve o uso inadequado de ácido fólico e alto consumo de medicamentos. Conclusão: O uso de álcool, cigarro, drogas ilícitas, antibióticos, plantas medicinais e medicamentos de ação no sistema nervoso central, não definiu aumento de risco para malformações estruturais fetais. Porém, demonstra a falta de conscientização sobre a importância do planejamento familiar e os perigos do uso de medicamentos na gravidez.