Comparação da estatura aferida e estimada em idosos com diferentes classificações funcionais
Ann Kristine Jansen, Denise Angela Gonçalves dos Santos, Déborah de Oliveira Ramiro, Rodrigo Ribeiro dos Santos
Abstract
Um dos efeitos do envelhecimento sobre o organismo é a redução da estatura, podendo superestimar o índice demassa corporal (IMC). Hipotetiza-se que os idosos frágeis são mais afetados por este declínio estatural, no entanto istonão está claro na literatura. O objetivo desse estudo foi comparar a estatura aferida e estimada e, o IMC derivadosde medidas aferidas e estimadas, em idosos de acordo com a classificação funcional. Estudo transversal com dadossecundários, realizado com idosos em atendimento ambulatorial, classificados em robustos, em risco de fragilização efrágeis. A estatura estimada foi calculada a partir da altura de joelho e o IMC estimado com a estatura estimada. Na análiseestatística, teste ANOVA e o teste Hochberg's GT2 foram aplicados, na comparação das 3 categorias de funcionalidade.A amostra foi composta por 116 idosos com média de idade 83,6 (8,5), maioria mulheres 73,0 (62,9%) e classificadoscomo robustos 54,0 (46,6%). A diferença encontrada para estatura foi 4,2 (5,2), 4,6 (4,9), 7,1 (5,3) cm respectivamentepara os idosos robustos, em risco de fragilização e frágeis (p=0,033), sendo esta diferença entre os robustos e os frágeis.Resultado semelhante foi obtido avaliando-se a diferença entre os IMC’s (p=0,019). O estudo mostrou que os idososfrágeis têm maiores diferenças entre a estatura aferida e a estimada, em comparação com os robustos, sugerindo queos idosos frágeis têm mais comprometimento da estatura o que pode impactar diretamente no diagnóstico nutricional.Sugere-se cautela na utilização da estatura aferida em idosos particularmente nos frágeis.