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Comparação da estatura aferida e estimada em idosos com diferentes classificações funcionais

Ann Kristine Jansen, Denise Angela Gonçalves dos Santos, Déborah de Oliveira Ramiro, Rodrigo Ribeiro dos Santos

2020O Mundo da Saúde15 citationsDOIOpen Access PDF

Abstract

Um dos efeitos do envelhecimento sobre o organismo é a redução da estatura, podendo superestimar o índice demassa corporal (IMC). Hipotetiza-se que os idosos frágeis são mais afetados por este declínio estatural, no entanto istonão está claro na literatura. O objetivo desse estudo foi comparar a estatura aferida e estimada e, o IMC derivadosde medidas aferidas e estimadas, em idosos de acordo com a classificação funcional. Estudo transversal com dadossecundários, realizado com idosos em atendimento ambulatorial, classificados em robustos, em risco de fragilização efrágeis. A estatura estimada foi calculada a partir da altura de joelho e o IMC estimado com a estatura estimada. Na análiseestatística, teste ANOVA e o teste Hochberg's GT2 foram aplicados, na comparação das 3 categorias de funcionalidade.A amostra foi composta por 116 idosos com média de idade 83,6 (8,5), maioria mulheres 73,0 (62,9%) e classificadoscomo robustos 54,0 (46,6%). A diferença encontrada para estatura foi 4,2 (5,2), 4,6 (4,9), 7,1 (5,3) cm respectivamentepara os idosos robustos, em risco de fragilização e frágeis (p=0,033), sendo esta diferença entre os robustos e os frágeis.Resultado semelhante foi obtido avaliando-se a diferença entre os IMC’s (p=0,019). O estudo mostrou que os idososfrágeis têm maiores diferenças entre a estatura aferida e a estimada, em comparação com os robustos, sugerindo queos idosos frágeis têm mais comprometimento da estatura o que pode impactar diretamente no diagnóstico nutricional.Sugere-se cautela na utilização da estatura aferida em idosos particularmente nos frágeis.

Topics & Concepts

StatisticsMathematicsPsychologyNutrition and Health in Aging