Isotopic paleoecology (δ13C, δ18O) of a late Pleistocene vertebrate community from the Brazilian Intertropical Region
Mário André Trindade Dantas, Alexander Cherkinsky, Carlos Micael Bonfim Lessa, Luciano Vilaboim Santos, Mário Alberto Cozzuol, Érica Cavalcante Omena, Jorge Luíz Lopes da Silva, Alcídes N. Sial, Hervé Bocherens
Abstract
Isotópos são uma das melhores ferramentas para reconstruir a Paleoecologia de táxons extintos, permitindo sugerir dieta (por meio do carbono, plantas C3 e C4), o nicho ecológico (BA) e ambiente em que viveram. No presente artigo nos aprofundamos no uso dos isotópos, e exploramos um modelo matemático misto com um isotópo (carbono) e dois isotópos (carbono e oxigênio) (i) para sugerir três recursos tipos de recursos alimentares (folhas, frutas e gramíneas C4) para meso-megaherbívoros (massa corporal acima de 100 kg) que viveram no Pleistoceno final de Sergipe, Brasil, e (ii) qual desses herbívoros (juntamente com faunívoros) foram presas potenciais de Smilodon populatore Caiman latirostris. Por fim, reconstruímos o paleoambiente na qual a comunidade de vertebrados de Sergipe viveu, concluindo que era mais fechada e seca do que as savanas da Africa atualmente, pelo menos entre 27 mil a 11 mil anos atrás.