Conhecimento de acadêmicos de enfermagem sobre morte e morrer
Emanuel Ferreira Araújo, Aline Cruz Esmeraldo Áfio, Ana Ofélia Portela Lima, Ingrid Liara Queiroz Sousa, Nahyanne Ramos Alves Xerez
Abstract
INTRODUÇÃO: Há pouca ênfase em questões ligadas à emoção e na preparação para lidar com o assunto morte. OBJETIVO: Identificar o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre as questões que envolvem a morte e morrer. METODOLOGIA: Estudo descritivo, quantitativo, realizado em Instituição de Ensino Superior privada, com 81 estudantes do curso de Enfermagem. A coleta foi realizada de março a abril de 2018, através do questionário semi-estruturado. Os dados foram analisados através do software SPSS. Foi aprovada pelo Comitê de Ética da FAMETRO sob o parecer nº 2.509.993. RESULTADOS: Verificou-se que o conhecimento dos estudantes sobre morte e morrer teve uma expressiva porcentagem de acerto (82,7%). A maioria demostrou dificuldade em responder as perguntas referentes aos cuidados de enfermagem, na iminência da morte (69,1 %), e após a morte (56.8%). 60,5% sentem-se preparados para lidar com a morte no seu campo de atuação, mas questionar sua capacidade para prestar apoio familiar na morte de um ente, 61,7% afirmaram não estar preparado. CONCLUSÃO: Conclui-se que, mesmo os acadêmicos afirmando terem algum contato em relação à morte, os mesmos não estão preparados para o enfrentamento do processo de morte e morrer do paciente. E que diante de uma situação de morte, não tem medo que alguém morra na sua frente, mas não se sentem capacitado para prestar apoio familiar após morte de um ente.