IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA NO CONTROLE DE DOENÇAS PARASITÁRIAS
Débora Pereira Gomes do Prado, Benílton Alves Rodrigues Júnior, Vanessa Oliveira Lopes de Moura, Hânstter Hállison Alves Rezende, Andressa Rodrigues Lopes
Abstract
Introdução: A água destinada ao consumo humano deve atender aos procedimentos de controle, vigilância e de potabilidade, conforme definidos pelo Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 5 do Ministério da Saúde. A falta de saneamento básico pode propiciar a presença de agentes patogênicos causadores de doenças de veiculação hídrica, favorecendo o desenvolvimento de várias infecções, como diarreia e parasitoses intestinas. As doenças parasitárias, transmitidas principalmente por meio de água e alimentos contaminados, são consideradas um dos principais problemas de saúde pública mundial. Os parasitos encontram-se dispersos em diversos ambientes, podendo ter relação com saneamento inadequado e má distribuição de água potável, associados ao processo de urbanização desordenado. Objetivos: Identificar as principais parasitoses de veiculação hídrica, os impactos causados na saúde pública e a importância do monitoramento da qualidade da água. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de revisão de literatura narrativo. Os artigos foram obtidos através das plataformas online Google Acadêmico, SciELO e PubMed, publicados entre os anos de 2010 a 2020. Como descritores utilizou-se doenças parasitárias, água para consumo humano e transmissão hídrica. Resultados: Dentre as helmintíases, destaca-se a esquistossomose, doença endêmica diretamente relacionada à falta de saneamento básico. Giardia sp e Cryptosporidium sp são protozoários causadores da giardíase e criptosporidiose respectivamente, de ampla distribuição e relevante quadro diarreico persistente, sobretudo em crianças, que se multiplicam no trato gastrointestinal de seres humanos e outros animais. Estes são capazes de sobreviver por longos períodos em meio aquático, sendo que, cistos de Giardia e oocistos de Cryptosporidium, são resistentes ao tratamento convencional da água. Conclusão: Visto que, o saneamento é uma medida de promoção à saúde pública e as parasitoses intestinais estão associadas a fatores como precárias condições sanitárias, contaminação do solo e da água, consumo de alimentos e água contaminados, entre outros fatores relevantes para a saúde pública, faz-se necessário um monitoramento rigoroso do tratamento da água para consumo humano e implementação de medidas no controle de parasitos de veiculação hídrica, principalmente aos resistentes aos tratamento convencionais de potabilidade da água. Assim, evitará infecções que possam gerar danos à saúde, garantindo melhoria da qualidade de vida da população.