PREVALÊNCIA DA PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UM ESTUDO TRANSVERSAL / PREVALENCE OF SELF-MEDICATION PRACTICE AMONG PSYCHOLOGY STUDENTS: A CROSS-SECTIONAL STUDY
Josinaldo Furtado de Souza, Raquel Moreirade Lima, José Roniere Morais Batista, Saulo Rios Mariz
Abstract
O presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência da prática da automedicação, incluindo o uso de fitoterápicos e/ou plantas medicinais, e os fatores associados, entre os estudantes de psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Tratou-se de um estudo transversal, do tipo exploratório e descritivo, com 144 estudantes. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário fechado construído pelos próprios autores. Os dados foram analisados mediante estatística descritiva e pelo teste do Qui-Quadrado. A maioria dos pesquisados eram do gênero feminino (68,7%), e relataram praticar a automedicação (85,4%). Dentre os medicamentos mais utilizados e indicados estavam os analgésicos e anti-inflamatórios. Com relação as plantas medicinais destacaram-se: boldo, camomila, cidreira e hortelã. Houve associação significativa (p<0,05) entre a renda dos participantes e o serviço de saúde utilizado; a renda e o quanto consideram a automedicação um risco; o gênero feminino e a automedicação com alopáticos; a automedicação com a disposição em indicar esses produtos para outras pessoas; e a indicação de alopáticos e indicação de fitoterápicos. A automedicação, com alopáticos e/ou fitoterápicos, é uma realidade entre os estudantes avaliados e apresenta características que podem ser úteis na elaboração de ações preventivas a esse comportamento de risco à saúde.