Perfil sociodemográfico e práticas de autocuidado desenvolvidas por pessoas com estomia intestinal de eliminação
Carlos Alberto Davila Valau Júnior, Bruna Sodré Simon, Raquel Pötter Garcia, Angélica Dalmolin, Bruna Stamm, Jenifer Härter
Abstract
Estudo qualitativo, realizado em 2017, no domicílio de oito pessoas com estomia intestinal, por meio de entrevista semiestruturada. Os dados foram submetidos à análise temática. Os objetivos foram identificar o perfil sociodemográfico e conhecer as práticas de autocuidado desenvolvidas por pessoas com estomia intestinal de eliminação residentes em um município da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul. A maioria dos participantes foram homens, idosos, aposentados, casados, com baixa escolaridade e renda salarial. Todas estomias foram confeccionadas como terapêutica do câncer colorretal e eram do tipo definitiva. Identificou-se que a família é responsável por realizar os cuidados com a estomia e o equipamento coletor até que o familiar desenvolva as habilidades necessárias para cuidar-se. As práticas de autocuidado são desenvolvidas gradativamente, tendo suas ações direcionadas à higienização e troca da bolsa coletora, aos cuidados com a pele periestoma, aos hábitos alimentares e as mudanças relacionadas ao modo de vestir. As pessoas com estomia intestinal de eliminação tem ações particulares para realizar o autocuidado, desenvolvendo habilidades específicas para cada situação encontrada. No entanto, por mais que realizem o autocuidado, observou-se que existe precariedade de informações sobre como desenvolver os cuidados relacionados à estomia e a pele periestomal, o que pode dificultar o desenvolvimento da autonomia e postergar a reabilitação.