Resistência natural de três espécies de madeiras comerciais ao ataque de térmitas (Insecta, Blattodea) em Fragmento Florestal Urbano de Manaus, Amazonas
Diulio Andrew Torres de Souza, Rayssa Gomes Vasconcelos, Luiz de Moura Neto, Norma Cecília Rodriguez Bustamante
Abstract
O conhecimento acerca da biologia e comportamento de térmitas considerados pragas urbanas ainda é incipiente. Neste sentido, este estudo teve como objetivo avaliar a resistência natural de três madeiras: cupiúba (Goupia glabra Aubl.), guariúba (Clarisia racemosa Ruiz & Pav.) e marupá (Simaruba amara Aubl.), importantes espécies comerciais amazônicas, ao ataque de térmitas. Para tal, foram conduzidos experimentos em três áreas no Campus Universitário da Universidade Federal do Amazonas, considerado o terceiro fragmento florestal urbano do mundo. A princípio foram instaladas iscas de papelão corrugado, para a identificação das áreas de atividade termítica. As iscas foram enterradas aleatoriamente, por um período de 80 dias, sendo posteriormente removidas para a inspeção visual. Nos pontos com atividade de forrageamento confirmada, foram instalados corpos-de-prova (30 x 2 x 2 cm) das três espécies madeireiras. Em cada área experimental foram enterrados 12 corpos-de-prova de cada espécie florestal, totalizando 108 corpos. Os corpos-de-prova foram removidos do solo em dois períodos de avaliação: 90 e 120 dias. Os resultados foram submetidos a Análise de Variância (ANOVA). Foram identificadas diferenças estatísticas ao nível de p< 0,05 para o consumo da madeira (g), sendo a espécie com menor densidade (marupá: 0,40 g cm–3) a mais susceptível ao ataque. No total, 55% dos corpos-de-prova foram infestados por térmitas do gênero Nasutitermes (N. corniger e N. surinamensis) e Cornitermes (C. acignathus). Estes resultados corroboram que a densidade da madeira impacta na resistência natural ao ataque de insetos xilófagos e podem contribuir para que os métodos de prevenção e controle sejam adequadamente planejados.