Importância da inserção de grupo controle em ensaios utilizando animais de laboratório
Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, Jussara Simmer Bravin, Magno Maciel-Magalhães, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, Yasmin da Silva Gomes Pinheiro, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, Miguel Ângelo Brück Gonçalves, Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, Fausto Klabund Ferraris, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, Fábio Coelho Amendoeira, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Abstract
Introdução: O uso de animais de laboratório é fundamental em áreas em que ainda não podem ser substituídos na totalidade, como a toxicologia. Em estudos que se utilizam, para fins de comparação, apenas dados fornecidos pelos laboratórios de análises clínicas, na tentativa de reduzir o número de animais de um experimento, arrisca-se utilizar informações que não correspondem à realidade. Objetivo: Debater o uso de grupo controle em experimentos com animais. Método: Este artigo comparou valores hematológicos e bioquímicos de ratos da linhagem Wistar, obtidos em três biotérios de criação de diferentes estados brasileiros, com os resultados de animais provindos do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, objetivando a discussão acerca da tomada de decisão sobre a inclusão de grupo controle em ensaios de toxicidade aguda oral. Resultados: Poucos foram os parâmetros que não apresentaram diferenças estatísticas, tais como: hemácia em fêmeas (duas referências), hemoglobina em fêmeas (uma referência) e machos (uma referência), hematócrito nos machos (duas referências) e hemoglobina corpuscular média nas fêmeas (duas referências), leucócitos nos machos (uma referência), creatinina e alanina aminotransferase (ALT) em todas as fêmeas. Conclusões: O uso do grupo controle se faz necessário quando valores analisados preliminarmente apresentam-se discrepantes daqueles tidos como referenciais da espécie.