Tratamento da leishmaniose, limitações da terapêutica atual e a necessidade de novas alternativas: Uma revisão narrativa
Alexandre Silva Santiago, Samuel Silva da Rocha Pita, Elisalva Teixeira Guimarães
Abstract
As leishmanioses são um grupo de doenças negligenciadas causadas por protozoários intracelulares do gênero Leishmania. Suas principais formas clínicas são a tegumentar (LT) e a visceral (LV). Atualmente a terapêutica contra a leishmaniose baseia-se na utilização de cinco fármacos: os antimoniais pentavalentes, a anfotericina B e a sua formulação lipossômica, a miltefosina, a paromomicina e a pentamidina. Estes compostos apresentam limitações que dificultam a adesão do paciente ao tratamento como: a elevada toxicidade e a necessidade de administração prolongada por via parenteral, além da possível seleção de cepas resistentes. Assim, utilizando a revisão narrativa de literatura, buscou-se elucidar um panorama do tratamento atual da leishmaniose, seus mecanismos de ação elucidados, sua toxicidade atribuída, seus efeitos adversos e vias de administração. Para tanto, os dados mais atualizados disponíveis na literatura foram trazidos para facilitar o acesso às informações sobre as opções terapêuticas, além das novas alternativas terapêuticas e perspectivas de vacinas contra esta doença negligenciada.