Hidrogeomorfometria da microbacia alto rio escondido: informações para auxiliar o manejo dos recursos naturais na Amazônia ocidental
Jhony Vendruscolo, Fabrício Matheus Pimenta Pacheco, Henrique De Freitas Ramos, Wanderson Cleiton Schmidt Cavalheiro, Antônio Augusto Marques Rodrigues, Diogo Martins Rosa, Francisco Adílson dos Santos Hara, João Marcelo Silva do Nascimento
Abstract
O conhecimento sobre as características da paisagem é o primeiro passo para o planejamento racional da gestão dos recursos naturais. Assim, o presente trabalho tem como objetivo realizar a caracterização hidrogeomorfométrica da microbacia do Alto Rio Escondido, Amazônia Ocidental, com o intuito de disponibilizar informações necessárias para gestão de recursos hídricos às instituições públicas e privadas, e proprietários de imóveis rurais da região. Foram analisados os parâmetros geométricos, topográficos e hidrográficos, utilizando-se softwares de licença livre QGIS e Google Earth, técnicas de geoprocessamento, e imagens de satélite com dados altimétricos. A microbacia tem como características geométricas: 141,9 km2 de área, perímetro de 55,81 km, fator de forma de 0,38, coeficiente de compacidade de 1,31 (baixa a média suscetibilidade a enchentes) e índice de circularidade de 0,57 (forma intermediária). Tem como características topográficas: altitudes de 258 a 588 m, predominância das classes de relevo plano (45,8%) e suave ondulado (30,9%), baixa influência de propagação de incêndios em 71,15% da área da microbacia, e 51,15% de área apta a extremamente apta a mecanização agrícola. Tem como características hidrográficas: rede de drenagem de 606,13 km com padrão dendrítico de 7ª ordem (elevada condição para habitação de peixes), densidade hidrográfica de 12,33 rios km-2 (alta), densidade de drenagem de 4,27 km km-2 (alta), índice de sinuosidade de 38,77% (canal principal sinuoso), coeficiente de manutenção de 234,1 m2 m-1 (alta eficiência de manutenção) e tempo de concentração de 3,01 h (baixo). Recomenda-se a adoção de práticas de manejo conservacionistas do solo, para mitigar possíveis problemas com escoamento superficial em períodos de chuva, que acarretam a contaminação da água, enchentes, diminuição do abastecimento do lençol freático e redução da disponibilidade de água nos períodos de estiagem. As informações disponibilizadas no artigo podem auxiliar o planejamento e a gestão dos recursos hídricos na região, permitindo a conservação dos recursos naturais para a manutenção da qualidade de vida da atual e futuras gerações.