Uma inteligência artificial na educação para além do modelo behaviorista
Lúcio Teles, Estevon Nagumo
Abstract
A expansão da Inteligência Artificial (IA) tende a gerar impactos na educação, tanto no processo de aprendizado como na organização do sistema educativo. A IA também facilita o design de pedagogias colaborativas avançadas. Contudo, o modelo dominante de IA na educação utilizado nas instituições educacionais privadas é baseado na abordagem behaviorista. A coleta massiva de dados para sustentar esse modelo implica discutir questões éticas, como a privacidade e o interesse comercial nos dados dos usuários. É possível suscitar outras IA baseadas no modelo pedagógico de Vygotsky, ou na dialogicidade de Paulo Freire, e também em outras pedagogias. Modelos de IA baseados na interação e no trabalho de grupo podem contribuir para uma educação mais produtiva e solidária, não apenas focada no desempenho individual do aluno em provas. Para tanto, os educadores devem participar dessa discussão para pautar uma IA na educação além do modelo behaviorista dominante.