Alimentação e imunidade: o papel dos alimentos na redução das complicações causadas pelo Covid-19 / Diet and immunity: the role of food in reducing complications caused by Covid-19
Lailson Oliveira de Sousa, Ralane Gomes da Silva, Dayanne Beatriz Silva Rodrigues, Alice Victória Silva Cardoso, Abigail Santos Freitas, Bárbara Raquel dos Santos Cruz, Rosilene Mendonça da Conceição, Daniela Cavalcante dos Santos Campos
Abstract
A pandemia da COVID-19, nos levou ao isolamento social causando condições de estresse e mudando os hábitos alimentares. O estresse relacionado à quarentena tem sido associado a ingestão de açúcares, ao alto consumo de gorduras saturadas e ao baixo de óleos insaturados, aos baixos níveis de inclusão de fibras, de micronutrientes e substâncias antioxidantes, principais reguladores do metabolismo e do sistema imune. Essa mudança no hábito alimentar inibe a resposta do sistema imunológico adaptativo aumentando o estresse oxidativo, e eventualmente criando uma resposta retardada contra os patógenos. Além disso, esta desordem alimentar pode aumentar o risco do desenvolvimento de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes,consideradas agravantes da COVID-19. Não existe alimento ou nutriente que evite ou trate a COVID-19, porém, estudos têm mostrado que uma alimentação saudável, rica em nutrientes bioativos auxiliam na reposta imunológica específica. O objetivo da pesquisa foi buscar por meio de referencial teórico como os alimentos podem atuar na redução das complicações causadas pelo coronavírus. O consumo de frutas como laranja, limão, tomate e maracujá, fontes de vitaminas A, C e E, estimulam a produção de glóbulos brancos, células que combatem diversas infecções. A vitamina B6 do gengibre tem importante ação bactericida e expectorante natural e auxilia na diminuição da inflamação e dor. Os alimentos fonte de vitamina E e zinco como semente de girassol e canola, abacate, nozes, castanha, carnes, aveia, arroz integral, também são fontes de ácidos graxos insaturados e fibras que atuam no controle cardiovascular, de inflamações sistêmicas e de composição corporal. Prevenir a obesidade durante a pandemia a partir do consumo de alimentos frescos ou minimamente processados, consumir água ao longo do dia, e reduzir a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas e trans as quais elevam os teores de HDL, podem incrementar a resposta do sistema imune preparando o organismo para o enfrentamento da COVID-19. Sabe-se que doenças crônicas, progressivas e recorrentes afetam 700 milhões de pessoas no mundo, causando 4 milhões de mortes a cada ano, portanto, manter o bom estado nutricional, reduz o risco de obesidade e complicações causadas pelo novo coronavírus.