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Benefícios do ômega 3 na prevenção de doença cardiovascular: Revisão integrativa de literatura

Paulo Marcos do Nascimento, Heloisy Moreira Scalabrini

2020International Journal of Nutrology14 citationsDOIOpen Access PDF

Abstract

Resumo Introdução Os ácidos graxos poliinsaturados-3, ou ômega 3, como o ácido alfa-linolênico (ALA, na sigla em inglês), uma gordura encontrada em alimentos vegetais, o ácido eicosapentaenoico (EPA, na sigla em inglês) e o ácido docosahexaenoico (DHA, na sigla em inglês), ambos encontrados em peixes, vêm sendo considerados substâncias relevantes para a manutenção da saúde, de modo que a suplementação vem sendo aventada como relevante para redução de riscos cardiovasculares. Objetivo Identificar e analisar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre a contribuição do ômega 3 na prevenção e no tratamento de doenças cardiovasculares. Materiais e Métodos Revisão integrativa de literatura, com deferência a materiais publicados nas bases de dados da Scielo e PubMed, em que se considerou como critério de inclusão artigos publicados nos últimos 5 anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês, espanhol e português, que abordassem a temática proposta; os critérios de exclusão foram editoriais, cartas ao editor, estudos de revisão, teses, dissertações, artigos repetidos e que não correspondessem à temática. Resultados Com base nas evidências científicas mencionadas, os índices de ômega 3 no organismo são relevantes para identificar possível risco cardiovascular, de modo que pode, portanto, ser usado como objetivo para o tratamento quando de possível risco para estas manifestações. Esse fator de risco pode ser modificado pela ingestão de EPA e DHA. A dose padrão de 1 g/dia de EPA e DHA recomendada pelas sociedades cardíacas, no entanto, provavelmente está longe de ser ideal para todos, já que não apenas essa dose padrão, mas também dieta, histórico genético individual, índice de massa corporal, ingestão e descarte de calorias, e outros fatores, todos juntos, provavelmente determinam o nível de ácidos graxos ômega 3 de uma determinada pessoa. Sugere-se, portanto, que o índice de ômega-3 atue não apenas como fator de risco para as doenças cardiovasculares, mas que outros contextos aliados ao estilo de vida do paciente sejam considerados. Conclusão A dieta ou suplementação desses nutrientes pode resultar em benefícios cardiovasculares e outros para a sociedade como um todo.

Topics & Concepts

MedicineGynecologyFatty Acid Research and HealthEicosanoids and Hypertension PharmacologyAntioxidant Activity and Oxidative Stress